Quando se chega a uma certa idade é inevitável sermos marcados por um traço de dor, de sofrimento. Vemos sorrisos rasgados demasiados forçados, impossível de não reconhecer os traços que foram marcados traiçoeiramente na vida de uma pessoa.
Perguntem-me o que é que eu quero quando for grande? Gostava eu de ver o meu próprio futuro?
A primeira resposta surge entre linhas por decifrar, a segunda basta uma palavra, não, pois o que quero é chegar a idade de todas essas pessoas que sorriam pela verdadeira graça, e quando se deitam são abatidos pela dor. Eu não quero ser atormentada desse modo também, não quero ser marcada com tristezas do passado, viver com dores terríveis que não me deixam se quer realizar esta temível palavra, viver. Não quero olhar no futuro e descobrir que um dia posso ser eu mesma marcado pelo meu próprio medo.