Apenas palavras, agora torna-as num acto

Tudo o que tens eventualmente um dia podes não ter, vive o que tens a viver agora.



É tudo aquilo que achei impossivel descrever, expresso nas mais puras palavras.


sábado, 23 de novembro de 2013

Sim, o amor traz felicidade, mas não devia resumir a isso

Nunca percebi a necessidade e a urgência de todas as pessoas terem "alguém". Da sua felicidade resumir-se ao facto de estar com alguém, não estarem sozinhos. Será de facto a solidão um monstro aterrador? Eu nunca percebi a necessidade, mas o problema é que eu sinto o mesmo. Eu não compreendo a minha necessidade. A esperança sussurrando sobre os nossos ouvidos quando acordamos, talvez seja uma das motivações porque nos levantamos da cama. Já repararam que a palavra esperança tem na sua essência a palavra espera? Talvez esperança seja isso, uma espera eterna. Mas como esperamos por alguém que nem sequer sabemos que existe ou aparecerá? Porquê ignorar todas as outras coisas boas das nossas vidas e resumi-las a nada. Só porque não há ninguém. E depois? Quando esse alguém chegar? Deveremos viver, respirar pela sua existência? Devemos só existir pelos outros? Mas isso não é tão vazio? Tão patético? E quando acabar? Porque vai acabar um dia, amigo. Se não, a morte irá garanti-lo. Toda a nossa felicidade vai-se embora, outra vez. Meu Deus, como isso é horrível. E é de facto a única coisa que mais anseio neste momento. Sou horrivelmente ridícula. Como poderei ter algo estável, se eu próprio não consigo ser? Porque querida, o amor não vai consertar-te, é tudo mentira o que eles dizem nos filmes ou nos livros. Eles centralizam-se tudo no amor, se não é o tema central, ele continua a lá estar. Eles manipulam-nos, sem sabermos, a sentir falta de algo que nunca tivemos, ou pelo menos algo que eu nunca tive. Mas, o amor não me vai consertar, as minhas falhas vão estar lá, poderei é encontrar alguém que as aceite. Mas as minhas falhas consomem-me, não preciso de ninguém que as aceite, preciso de consertá-las. Acho que finalmente percebi, acho que acabei agora mesmo de amadurecer. Riu-me. Porque é que eu sou mesmo infeliz? Porque não tenho nada? Porque o meu tudo e nada se resume ao amor? Porra, estava mesmo maluca da cabeça...

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